O fundo imobiliário de infraestrutura XPID11, administrado pela XP Asset, reportou no encerramento do último trimestre de 2025 a alta no guidance de distribuições mensais por cota, passando de R$ 0,50 para a faixa de R$ 0,70 a R$ 0,80. Essa primeira parcela no patamar revisado, de R$ 0,75 por cota, ocorreu em janeiro de 2026, beneficiando cotistas com maior remuneração recorrente.
Elevação do guidance de pagamentos
A projeção de pagamento divulgada pela gestora, conhecida como guidance, reflete otimismo com a geração de caixa do portfólio. Essa métrica serve como estimativa formal para distribuições futuras, alinhando expectativas dos investidores com o fluxo operacional dos ativos.
Vendas estratégicas de debêntures
Para viabilizar o aumento, a XP Asset alienou porções de debêntures — títulos de dívida emitidos por companhias privadas — detidas em Arteon Z, Goiás e Gameleira. A operação captou cerca de R$ 18 milhões, impulsionando o resultado positivo e fortalecendo a liquidez do fundo.
Composição da carteira e destaque para OXE Energia
O portfólio do XPID11 apresenta alocação de 95,5% em ativos, concentrados em cinco posições principais. A maior exposição recai sobre a OXE Energia, operadora de quatro termelétricas a biomassa em Roraima, com investimento de R$ 166 milhões. Essa companhia enfrenta entraves na reestruturação de sua dívida, fator pivotal para o desempenho nos próximos dois anos.
| Ativo | Valor Investido (R$ milhões) |
|---|---|
| OXE Energia | 166 |
| Arteon Z | 74 |
| Campo Tiba | 70 |
| Onti | 20 |
| PCHs Goiás | 4,2 |
| PCHs Gameleira | 4,2 |
As PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) Goiás e Gameleira representam as menores fatias, com R$ 4,2 milhões cada.
O que isso significa para o investidor
Para o investidor pessoa física brasileiro, com foco em renda passiva via FIIs de infraestrutura, o XPID11 oferece remuneração atrelada ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais 7,5% em média no portfólio atual. A cota, cotada a R$ 46,70 em dezembro, acumulou ganhos de aproximadamente 15%, negociando próximas a R$ 52. Entrantes recentes podem vislumbrar potenciais de IPCA + 19% a 20%, dependendo da resolução dos passivos. No macro com Selic em patamares elevados e inflação pressionada, ativos indexados ao IPCA ganham apelo, mas exigem monitoramento de riscos setoriais como biomassa e hidrelétricas em regiões remotas.
Riscos
- Reestruturação da dívida da OXE Energia, com impacto potencial no caixa do fundo nos próximos dois anos.
- Concentração elevada em poucos ativos, com 95,5% alocados, ampliando vulnerabilidade a eventos isolados.
A resolução da negociação com a OXE Energia emerge como catalisador chave. Cotistas devem acompanhar relatórios trimestrais da XP Asset e desdobramentos regulatórios em Roraima, que podem alterar o guidance e a valuation das cotas.
As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.
