A Contax Participações S.A. (CTAX3), em recuperação judicial, comunicou neste 30 de junho de 2026 a aprovação, em Assembleia Geral Extraordinária (AGE), de uma operação corporativa de grupamento e posterior desdobramento de suas ações ordinárias. A medida, aprovada por 100% dos votos presentes, visa ajustar a estrutura de negociação dos papéis na B3 sem alterar o percentual de participação dos acionistas ou o valor patrimonial da empresa.

Detalhes da operação aprovada

Na AGE, acionistas titulares de 18.757.583 ações, representando 70,23% do capital social, validaram integralmente a ordem do dia. A operação seguirá duas etapas matemáticas consecutivas:

  • Grupamento (reverse split): proporção de 5.000 ações antigas por 1 nova;
  • Desdobramento (stock split): proporção de 1 ação resultante por 1.500 novas ações.

O efeito líquido converte cada 5.000 títulos originais em 1.500 novos. Após a implementação, o capital social da companhia permanecerá rigorosamente inalterado, no valor exato de R$ 1.419.402.983,96, e passará a ser representado por 8.013.000 ações ordinárias, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal.

O que muda para investidores

Para o mercado e os detentores de CTAX3, a ação traz apenas ajustes quantitativos. A Companhia abrirá um prazo oficial de 30 dias para que instituições financeiras e investidores atualizem suas carteiras conforme as novas proporções. Eventuais frações de ações que surgirem no corte matemático serão agregadas, leiloadas na B3 em até 10 dias úteis e os recursos líquidos distribuídos proporcionalmente aos titulares originais.

Do ponto de vista técnico, o grupamento consolida a quantidade de papéis para adequação contábil e de preço, enquanto o desdobramento fraciona os lotes resultantes para aumentar a liquidez e a granularidade das ordens no pregão eletrônico. Em ambos os casos, a riqueza do acionista e o valor de mercado da companhia não são impactados.

Próximos passos e governança

A Contax divulgará em breve um Aviso aos Acionistas com o cronograma operacional completo. O diretor financeiro e de RI, Rodrigo Santana Canhiçares, reforçou o compromisso da companhia em manter investidores e reguladores informados durante todo o processo, em estrita conformidade com a Lei nº 6.404/1976 e a Resolução CVM nº 44/2021.

Disclaimer: O conteúdo apresentado é meramente informativo e não deve ser considerado como conselho de investimento. Ativo Virtual não se responsabiliza por decisões financeiras tomadas com base nestas informações.