Cyrela e Mitre apontam o mesmo freio: vendas perdem ritmo
A prévia operacional do terceiro trimestre da Cyrela (CYRE3) mostra lançamentos 16% menores e vendas 14% abaixo do registrado no mesmo período de 2024. Na Mitre (MTRE3), as vendas líquidas somaram R$ 253,7 milhões no trimestre, numa retração de 9,3% frente a igual intervalo do ano passado.
Os dois números caminham na mesma direção. Com lançamentos e vendas recuando lado a lado, a sinalização é de que as incorporadoras estão calibrando o volume de produção ao apetite do comprador — e esse comprador tem se mostrado mais criterioso. Para quem tem exposição ao setor, o dado sugere receita reconhecida mais devagar e pressão sobre margens nos próximos balanços, num ambiente em que o custo do crédito segue pesando na decisão de compra.
Parceria leva a Mitre ao ABC Paulista
O empreendimento Casa Parque Cerâmica, em São Caetano do Sul, nasce de uma parceria entre a Mitre e a Construtora Basilar, esta com atuação consolidada no mercado imobiliário do ABC Paulista. A operação reforça a presença da incorporadora na região.
Energia: caixa da Petrobras, conversão da AXIA e fatia na ISA
Em Santos, a Petrobras (PETR3; PETR4) fechou acordos de equalização nas jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu. Até novembro, a estatal deve receber US$ 859 milhões vindos das parceiras de consórcio.
A AXIA Energia (AXIA3) começa nesta quarta-feira (14) a receber manifestações de acionistas sobre a conversão de ações PNC em ON. As manifestações vão até 16 de outubro, e quem não se posicionar terá as PNC resgatadas automaticamente.
A fatia da AXIA na ISA Energia Brasil (ISAE3, ISAE4) chegou a 17,14% do capital social, distribuída em 2,24% das ordinárias e 24,77% das preferenciais.
Grandes acionistas mexem no tabuleiro
Em nome de clientes, a BlackRock agora detém 10,06% das ações preferenciais do Bradesco (BBDC4), além de 2,55% das ordinárias (BBDC3). A gestora também mantém derivativos com liquidação financeira que fazem referência a 0,44% das preferenciais.
Na Iguatemi (IGTI11), carteiras sob gestão discricionária da Radar Gestora de Recursos agora somam perto de 42,05 milhões de ações preferenciais da companhia — fatia de aproximadamente 9,66% dessa classe, após operações com units.
O BRB (BSLI3, BSLI4) disse que apoia o controlador no estudo de saídas para reforçar o patrimônio, após a notícia de tratativas de R$ 6 bilhões com fundos árabes. Segundo o banco, ainda não há decisão formal da instituição sobre os montantes noticiados.
Rossi, Sanepar e Dotz fecham a lista
A Rossi (RSID3) reportou receita líquida de R$ 9,0 milhões, alta de 83,2% na comparação com os R$ 4,9 milhões do 2T25. O bloco de despesas administrativas e comerciais ficou em R$ 3,3 milhões, contra R$ 5,9 milhões do ano anterior, recuo de 44,6%. Já a queima de caixa recuou a R$ 6,2 milhões, bem abaixo dos R$ 32,6 milhões vistos no 1T26.
Em saneamento, a Agepar abriu a Consulta Pública nº 006/2026 para revisar o critério dos reajustes praticados pela Sanepar (SAPR3, SAPR4, SAPR11) nas tarifas de água e esgoto, seguindo a norma de referência da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Na Dotz (DOTZ3), a diretoria passou por rearranjo. Gustavo Wanderley Dias de Freitas saiu das cadeiras de finanças e de RI para ocupar uma função executiva sem área definida. O CEO Otávio Augusto Gomes de Araujo acumulou a direção de relações com investidores. Para a cadeira financeira, o escolhido foi Murilo Oranges Teixeira, enquanto Antonio Paulo Correa e Conde assumiu como diretor executivo, com crédito, portfólio e riscos sob sua alçada.
