O EXES11 vai creditar R$ 0,13 por cota em 27 de outubro de 2026, tendo como data-base o dia 20 do mesmo mês. Sobre o fechamento de R$ 9,71 apurado em 30 de setembro, o provento equivale a 1,34% no mês. No mesmo movimento, a Éxes Gestora de Recursos, responsável pela gestão do fundo de recebíveis, abriu a 6ª emissão de cotas com volume-base de R$ 250 milhões e preço de subscrição de R$ 9,91, acima da referência de R$ 9,71 usada no cálculo do rendimento.

A distância entre os dois preços organiza o que muda para o cotista. Quem já está no fundo avalia se acompanha a oferta pela prioridade; quem pensa em entrar pela emissão desembolsa R$ 9,91 por uma cota que o mercado negociava a R$ 9,71 no fechamento de setembro, e o mesmo dividendo de R$ 0,13 passa a pesar menos sobre o capital aportado. A contribuição do caixa novo para a renda mensal depende da alocação em recebíveis, etapa posterior à liquidação, prevista para novembro.

O R$ 0,13 que se repete há 20 meses e rende 17,13% sobre o patrimônio

O valor de R$ 0,13 por cota não é novidade para quem acompanha o fundo. O patamar vem sendo repetido desde janeiro de 2025 e assim seguiu até agosto de 2026, completando 20 meses sem alteração. No acumulado de doze meses até agosto, o total pago chegou a R$ 1,56 por cota, montante equivalente a 17,13% do valor patrimonial.

IndicadorValor
Dividendo por cotaR$ 0,13
Data-base20/10/2026
Pagamento27/10/2026
Fechamento de referência (30/09/2026)R$ 9,71
Yield mensal sobre o preço1,34%
Distribuição em 12 meses até agostoR$ 1,56 por cota
Yield sobre valor patrimonial17,13%

Esse histórico sustenta a posição de destaque do fundo. Em levantamento feito com dados do Comdinheiro, o EXES11 aparece à frente de 87 FIIs de recebíveis quando o critério é o dividend yield patrimonial. A liderança foi registrada em agosto de 2026, e o fundo soma 15 meses seguidos figurando entre os dez melhores colocados.

As duas métricas divulgadas não são intercambiáveis. O 1,34% sai da divisão do provento pelo preço de mercado, leitura de retorno corrente para quem compra a cota hoje. Já os 17,13% usam o valor patrimonial como base, recurso usado para comparar a capacidade de geração de renda entre carteiras de tamanhos diferentes.

25.227.044 cotas a R$ 9,91 e R$ 250 milhões de base

A operação é primária: o dinheiro entra no patrimônio e reforça a carteira, em vez de remunerar quem vende. São 25.227.044 cotas ao preço de R$ 9,91, com lote adicional de até 25%. O pedido mínimo é de dez cotas, o equivalente a R$ 99,10. O BTG Pactual Serviços Financeiros responde pela administração, e a Éxes informou que banca 27,5% das despesas da oferta — parte do custo da captação, portanto, não sai do caixa do fundo.

Os recursos vão para recebíveis imobiliários, sobretudo CRI, LCI e LIG. CRI é o papel que representa crédito do setor imobiliário; LCI e LIG são letras imobiliárias com isenção de imposto de renda para pessoa física na regra vigente. Na prática, o fundo compra dívida do setor e repassa parte do rendimento na forma de proventos mensais.

Preferência de 19 a 29 de outubro, sem cessão e sem sobras

Quem tinha cota em 15 de outubro de 2026 aparece na lista com prioridade de subscrição. A proporção é de 1,78896745052195 cota nova para cada uma já detida, com exercício no ambiente da B3 entre 19 e 29 de outubro. A fonte registra duas restrições relevantes: não haverá cessão do direito de preferência e a oferta não terá período de sobras — ou seja, a parcela que um cotista deixa de subscrever não é redistribuída entre os demais.

EtapaData
Corte do direito de preferência15/10/2026
Exercício da preferência na B319 a 29/10/2026
Subscrição do público em geral4 a 18/11/2026
Alocação19/11/2026
Liquidação financeira25/11/2026

Depois da janela de prioridade, a subscrição aberta ao público em geral fica marcada entre 4 e 18 de novembro, com alocação em 19 de novembro e liquidação em 25 de novembro. As datas são indicativas, e a distribuição das cotas ocorre por rateio proporcional aos valores subscritos: pedidos que superem a oferta podem ser atendidos apenas em parte.

Três quartos da carteira saem da própria gestora

Perto de três quartos do crédito que o fundo carrega foi originado e estruturado pela própria Éxes. A concentração tem dois lados: acelera a montagem da carteira em um segmento dependente de originação, mas reduz a diversificação de contrapartes na formação dos ativos — aspecto que ganha peso quando um aporte de R$ 250 milhões precisa ser convertido em CRI, LCI e LIG.

Há ainda um conjunto de 21 operações mapeadas, somando R$ 890,7 milhões, que podem ser estudadas para a carteira. A gestora ressalva que o número não representa compromisso de aporte.

Para quem acompanha o fundo pela renda mensal, o teste dos próximos meses é a manutenção do R$ 0,13 sobre um patrimônio maior. Emissões primárias de fundos de recebíveis historicamente tendem a comprimir o rendimento por cota no curto prazo, até que o capital captado comece a gerar receita — e o calendário indica liquidação em 25 de novembro, com a alocação dos recursos se estendendo depois disso.