O anúncio em uma frase

A AZEVEDO & TRAVASSOS ENERGIA S.A. (B3: AZTE3) informou, em fato relevante e aviso aos acionistas divulgado em 3 de novembro de 2026, que seu Conselho de Administração aprovou um aumento de capital privado, dentro do limite do capital autorizado, com emissão de novas ações ordinárias a R$ 0,79 cada e direito de preferência para os atuais acionistas.

O movimento pode elevar o capital social em até R$ 31.609.857,62, mas o comunicado admite homologação parcial desde que seja atingido o valor mínimo de R$ 15.804.928,81 e a quantidade mínima de 20.006.239 ações ordinárias. No máximo, podem ser emitidas 40.012.478 ações ordinárias.

Ficha do evento

ItemDado
EmpresaAZEVEDO & TRAVASSOS ENERGIA S.A. (AZTE3)
Comunicado3 de novembro de 2026
AprovaçãoConselho de Administração
EventoAumento de capital privado
Faixa mínimaR$ 15.804.928,81
Faixa máximaR$ 31.609.857,62
Ações mínimas20.006.239 ordinárias
Ações máximas40.012.478 ordinárias
Preço por açãoR$ 0,79
Data de corte4 de novembro de 2026
Início preferência5 de novembro de 2026
Fim preferência4 de dezembro de 2026, 16h00
Ex-direitosA partir de 5 de novembro de 2026
ProporçãoAté 1 nova por 1 ação
IntegralizaçãoMoeda corrente e/ou créditos
Homologação parcialPermitida se atingir o mínimo

O preço de emissão de R$ 0,79 por ação foi fixado com base na cotação de fechamento da B3 em 30 de outubro de 2026, sem ágio ou deságio, segundo o documento.

Como funciona a subscrição

O aumento será realizado de forma privada. Os acionistas terão direito de preferência para subscrever novas ações na proporção de até 1 nova ação para cada 1 ação que possuírem no fechamento do pregão da B3 em 4 de novembro de 2026, a Data de Corte. Em termos percentuais, o direito permite subscrever quantidade equivalente a 100,00% das ações detidas na data.

Quem comprar ações a partir de 5 de novembro de 2026 não terá direito de preferência, pois os papéis passarão a ser negociados ex-direitos de subscrição. O prazo para exercer a preferência começa em 5 de novembro de 2026 e termina em 4 de dezembro de 2026, às 16h00 (horário de Brasília).

A subscrição pode ser feita à vista, em moeda corrente nacional, ou por meio de créditos detidos contra a companhia e/ou suas subsidiárias. A subscrição segue os procedimentos da Itaú Corretora de Valores S.A., agente escriturador, e da Central Depositária de Ativos da B3. O direito de preferência também poderá ser cedido a terceiros, conforme o artigo 171, § 6º, da Lei das Sociedades por Ações.

O que muda para investidores

  • Diluição: o próprio comunicado afirma que o aumento de capital poderá diluir a participação dos acionistas que não exercerem o direito de preferência.
  • Novas ações com os mesmos direitos: cada ação emitida dará direito, em igualdade de condições com as atuais, a dividendos, juros sobre capital próprio e eventuais remunerações de capital declarados a partir da homologação do aumento.
  • Homologação parcial: se a subscrição atingir apenas o mínimo, o aumento poderá ser homologado parcialmente.
  • Liquidez: a administração afirmou acreditar que a operação tende a melhorar a estrutura de capital e pode aumentar a liquidez das negociações na B3.

Destinação dos recursos

O aumento será feito com capitalização de créditos e/ou integralização em moeda corrente nacional. De acordo com o documento, os créditos capitalizados serão usados para reduzir o passivo da companhia e/ou de suas subsidiárias sem desembolso de caixa. A parcela paga em moeda corrente será destinada ao programa de incremento de produção, à expansão operacional e ao reforço de capital de giro.

Efeito no capital social

Antes da operação, o capital social era de R$ 339.404.774,68, dividido em 40.012.478 ações ordinárias. Se a subscrição mínima for confirmada, o capital passará a R$ 355.209.703,49, representado por 60.018.717 ações ordinárias. No cenário máximo, chegará a R$ 371.014.632,30, com 80.024.956 ações ordinárias.

O comunicado é assinado por Ivan de Carvalho Junior, diretor-presidente e de Relações com Investidores. A companhia informou que manterá os acionistas e o mercado atualizados sobre o aumento de capital nos termos da regulamentação aplicável. O documento também registra que o parecer do conselho fiscal não é aplicável.