Motiva (MOTV3) e EcoRodovias (ECRV3) anunciaram na manhã desta segunda-feira a assinatura de um acordo de investimento com a Eletromidia Soluções S.A. para criar uma joint venture focada na exploração comercial de mídia Out-of-Home (OOH) em rodovias. A operação está condicionada à aprovação do CADE e ao cumprimento de condições precedentes usuais.
Estrutura da parceria e divisão societária
O negócio prevê a constituição de uma nova sociedade ("NewCo"), responsável pela implantação, operação e comercialização de ativos de mídia digitais e estáticos nas rodovias concedidas pelas empresas. Segundo o fato relevante, a estrutura de capital da NewCo será dividida da seguinte forma:
- Eletromidia: 51,0%
- Motiva: 24,5%
- EcoRodovias (via EcoRodovias Concessões e Serviços S.A.): 24,5%
| Item | Detalhe | Condição / Prazo |
|---|---|---|
| Data do anúncio | 29 de setembro de 2026 | Divulgação imediata |
| Controle acionário | Eletromidia (51,0%) | Maioria do capital |
| Participação das concessionárias | Motiva (24,5%) e EcoRodovias (24,5%) | Capital social igualitário |
| Gatilho formal | Aprovação do CADE | Condição prévia |
Justificativa estratégica e próximos passos
No comunicado oficial, as companhias destacam que a aliança busca combinar a experiência comercial e a capilaridade da Eletromidia no mercado de mídia OOH com a presença e a extensa rede da Motiva e da EcoRodovias no setor de concessões rodoviárias. O objetivo declarado é fomentar o crescimento e a modernização da publicidade fora de domicílio no ambiente de estradas.
A parceria tem por objeto combinar a experiência e a capacidade comercial da Eletromidia no mercado de mídia OOH com a presença e a capilaridade da Motiva e da EcoRodovias no setor de concessões rodoviárias, promovendo o desenvolvimento da mídia OOH em rodovias.
Para investidores, a operação não altera o controle atual das empresas listadas no Novo Mercado da B3. Ambas reafirmam o compromisso com a governança corporativa e a divulgação regular de informações junto à CVM. A conclusão do acordo permanece pendente exclusivamente da autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e de trâmites padrão de due diligence e aprovações internas.
