O Ibovespa encerrou a segunda-feira (21) aos 186.595,60 pontos, com ganho de 0,74%, mesmo tendo os dois papéis de maior peso do índice na direção oposta. A faixa de negociação do dia teve mínima de 185.246,81 pontos e máxima de 187.434,25 pontos, num pregão que movimentou R$ 27,6 bilhões.
O placar esconde uma troca de mãos relevante. A alta foi construída sem a contribuição de Vale e Petrobras, apoiada em bancos, varejo, saúde e na própria B3, enquanto o bloco de petróleo e mineração ficou na retaguarda. Para o investidor com carteira concentrada em commodities, o dia foi bem diferente do que o número do índice sugere.
O que sustentou a alta do índice
Entre os grandes bancos privados, o Itaú Unibanco (ITUB4) ficou com 1,77% de ganho, o Santander (SANB11) somou 1,53% e o Bradesco (BBDC4) avançou 0,94%. Na ponta oposta do setor apareceu o Banco do Brasil (BBAS3), com perda de 0,91%.
A B3 (B3SA3) foi outro pilar da sessão, com avanço de 3,64%. No varejo, Lojas Renner (LREN3) marcou 3,76% e Magazine Luiza (MGLU3) subiu 2,22%. A maior valorização do índice, contudo, veio da saúde: Hapvida (HAPV3) saltou 8,05%.
Commodities na contramão do Ibovespa
A Vale (VALE3) recuou 1,12%, num dia de alta do minério de ferro no exterior. A Petrobras acompanhou o recuo do petróleo, com PETR3 em baixa de 0,99% e PETR4 cedendo 1,03%. A Prio (PRIO3) sentiu o peso do óleo mais barato e fechou com desvalorização de 3,46%.
| Ativo | Variação no pregão de 21/09 |
|---|---|
| Ibovespa | +0,74%, aos 186.595,60 pontos |
| Hapvida (HAPV3) | +8,05% |
| Lojas Renner (LREN3) | +3,76% |
| B3 (B3SA3) | +3,64% |
| Vale (VALE3) | -1,12% |
| Petrobras (PETR4) | -1,03% |
| Prio (PRIO3) | -3,46% |
Dólar a R$ 5,108 e Brent a US$ 100,34
O dólar comercial recuou 0,70% e terminou a R$ 5,108, com a menor cotação do dia em R$ 5,103. O movimento veio na esteira do recuo dos rendimentos dos Treasuries — os títulos do governo americano que servem de referência global de juros — e do petróleo mais barato, combinação que historicamente costuma favorecer ativos de mercados emergentes.
O barril do Brent perdeu 3,40%, fechando a US$ 100,34, num dia em que o mercado trabalha com a volta das conversas entre Irã e Estados Unidos.
Eleições, Nova York e o que observar
Na corrida eleitoral, a pesquisa BTG Pactual/Nexus registrou 40% para Lula e 37% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Num cenário de segundo turno, a distância entre os dois se estreita para 46% a 45%, em empate técnico. Levantamentos desse tipo tendem a mexer com a percepção de risco dos investidores e ajudam a explicar o vaivém dos ativos ao longo do dia.
Em Nova York, o tom foi de apetite por risco. O Dow Jones avançou 0,71%, para 52.048,83 pontos; o S&P 500 ganhou 1,49% e chegou a 7.764,70 pontos; o Nasdaq subiu 2,26%, aos 27.122,09 pontos, em novo recorde, sustentado por tecnologia e semicondutores.
Na terça-feira (22), a agenda doméstica traz a ata do Copom — documento em que o Banco Central detalha a decisão da última reunião de juros —, novos indicadores fiscais e mais desdobramentos eleitorais. O pregão de sexta-feira (18) havia fechado em 185.229,17 pontos, recuo de 0,41%.
