A XP disponibiliza nesta quarta-feira (1) CDBs prefixados com taxas de até 14,450% ao ano para doze meses. O movimento acompanha a recente queda nos juros futuros, reforçada pelo Caged abaixo do esperado, o que eleva as apostas de um corte de 0,25 ponto percentual na Selic (juros básicos da economia) na reunião de agosto do Copom (Comitê de Política Monetária).

Taxas de CDBs, LCIs e LCAs Disponíveis

CDBs (Certificados de Depósito Bancário, títulos de captação emitidos por instituições financeiras) mantêm ofertas robustas. Instrumentos atrelados ao IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) pagam até IPCA + 8,550% em um ano. Os indexados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário, custo médio dos empréstimos interbancários para um dia) chegam a 106% do CDI para prazos acima de doze meses. LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio), isentas de IR para pessoa física, apresentam prefixadas de até 12,000% ao ano e pós-fixadas em 87% do CDI e 84,5% do CDI, respectivamente, com vencimentos superiores a um ano.

AtivoTaxa OferecidaPrazo
CDBs PrefixadosAté 14,450% a.a.12 meses
CDBs IPCAAté IPCA + 8,550%1 ano
LCIs PrefixadasAté 12,000% a.a.1 ano
LCIs Pós-fixadasAté 87% do CDI>12 meses
LCAs Pós-fixadasAté 84,5% do CDI>12 meses

Entre as emissões específicas, destacam-se CDB FIBRA a CDI + 0,100% (junho/2030), CDB Banco C6 Consignado S.A. a 102% do CDI (junho/2032) e LCA Sicoob a 92% do CDI (abril/2033). A plataforma lista mais de mil ativos, conforme disponibilidade de liquidez.

Dinâmica da Curva de Juros e Contexto Macroeconômico

Contratos futuros de DI (Depósito Interfinanceiro, derivativo que reflete a trajetória esperada da Selic) caíram na terça (30). O DI para janeiro de 2028 recuou 10 pontos-base (cada unidade equivale a 0,01%), fechando em 14,005%, na sétima baixa seguida. Janeiro de 2035 cedeu 8 pontos-base, para 14,20%. A desvalorização ocorreu mesmo com Treasuries (títulos do Tesouro americano) em alta, pressionados por tensões no Oriente Médio e força no emprego local.

O Caged mostrou 72.960 vagas formais criadas em maio, abaixo das 115 mil projetadas. A desaceleração ampliou a chance de corte na Selic em agosto. No front fiscal, o déficit primário (resultado das contas governamentais antes do pagamento de juros da dívida) foi de R$ 56,1 bilhões, e a dívida bruta atingiu 81,1% do PIB. Apesar dos números, o mercado priorizou o fim do subsídio de R$ 0,35 por litro ao diesel, medida que mitiga pressões inflacionárias imediatas.

O que isso significa para o investidor

A compressão da curva de juros e a expectativa de flexibilização monetária favorecem a travagem de taxas pré ou atreladas à inflação. A queda nos juros de curto prazo indica redução gradual no custo de captação bancária, beneficiando aplicações com rentabilidade contratada hoje. O nível de IPCA + 8,550% entrega margem de proteção real, enquanto a isenção de LCIs e LCAs sustenta estratégias de longo prazo frente à tabela regressiva dos CDBs.

Riscos Monitorados

  • Cenário fiscal: Déficit de R$ 56,1 bilhões e dívida em 81,1% do PIB podem pressionar o prêmio de risco caso haja piora na condução das contas públicas.
  • Exposição externa: Alta dos Treasuries e conflitos geopolíticos podem frear a queda da curva doméstica ou impactar o câmbio.
  • Atrasos monetários: Dados de inflação e emprego acima das projeções podem postergar cortes da Selic, afetando a marcação a mercado de carteiras.

A atenção se volta para os indicadores de atividade até a reunião de agosto do Copom, catalisador para o primeiro movimento de corte. A continuidade da desinflação e a execução fiscal ditarão o ritmo de realinhamento dos juros e o preço do crédito no Brasil.

As informações deste editorial foram produzidas pela redação do Ativo Virtual com base em reportagem publicada pelo(a) InfoMoney. Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Decisões financeiras devem ser tomadas com o auxílio de um profissional certificado.