A carteira de small caps (ações de empresas de menor valor de mercado) para novembro de 2026 recebeu duas trocas, anunciadas pelo BB Investimentos. Usiminas (USIM5) e Vitru (VTRU3) deixaram a seleção, enquanto C&A (CEAB3) e Marcopolo (POMO3) passaram a integrá-la. Com essa mudança, duas das dez posições foram substituídas, e cada papel segue com 10% de peso na atualização divulgada em 6 de novembro de 2026.

MovimentoPapelPeso em novembro
SaídaUsiminas (USIM5)Fora da carteira
SaídaVitru (VTRU3)Fora da carteira
EntradaC&A (CEAB3)10%
EntradaMarcopolo (POMO3)10%

C&A: cenário operacional em evolução

Na avaliação do BB Investimentos, a inclusão da varejista se apoia em um cenário operacional em evolução, com regularidade na execução, avanço de eficiência e rentabilidade em alta. A continuidade desses ganhos pode, segundo o BB Investimentos, gerar revisões favoráveis nas projeções de resultado e ampliar o potencial de valorização das ações da C&A (CEAB3).

Marcopolo: peso industrial maior e trimestre pressionado

Com a entrada da Marcopolo (POMO3), o setor industrial ganha mais espaço na seleção, de acordo com o BB Investimentos. O BB Investimentos reconhece que o segundo trimestre foi afetado por um mix de vendas desfavorável (a combinação de produtos comercializados), pela procura mais fraca por coletivos intermunicipais e urbanos e pelos efeitos da valorização do real. Ainda assim, o BB Investimentos avalia que a companhia mantém fundamentos sólidos.

Segundo o BB Investimentos, três frentes podem elevar o volume e recompor margens nos próximos trimestres, a esperada reativação dos segmentos rodoviários, as encomendas vinculadas ao Move e a expansão dos coletivos elétricos.

Os dez papéis e o que muda na exposição

A seleção de novembro combina oito papéis já presentes com as duas novidades, entre eles Cyrela (CYRE3) e Riachuelo (RIAA3). Como todos os nomes têm a mesma fatia, a troca não redistribui pesos: ela altera o tipo de exposição do portfólio.

Para quem acompanha small caps, o movimento é pequeno em número, mas desloca a exposição. Saem duas posições e entram um fabricante industrial, sensível à demanda por ônibus, e uma varejista cuja análise do BB Investimentos se apoia em ganhos de eficiência. Como cada uma responde por 10% do conjunto, os próximos balanços de C&A e Marcopolo passam a influenciar diretamente o desempenho da carteira.

Vale notar que o BB Investimentos cita a valorização do real entre os fatores de pressão sobre o segundo trimestre da Marcopolo. Em geral, uma moeda mais forte tende a reduzir o valor em reais de receitas obtidas no exterior, efeito que costuma pesar mais sobre companhias exportadoras.

Marcopolo, C&A e Move: o que observar nos próximos trimestres

  • Recomposição das margens da Marcopolo (POMO3): o BB Investimentos associa a recuperação a volumes maiores nos próximos trimestres.
  • Revisões de resultado da C&A (CEAB3): a tese do BB depende da continuidade de eficiência e rentabilidade.
  • Entregas do programa Move e avanço dos ônibus elétricos: são os vetores de volume citados pelo BB para a Marcopolo.

Os argumentos do BB Investimentos concentram-se em operação, eficiência e margens. A atualização não traz preço-alvo para nenhum dos papéis, de modo que a discussão permanece no terreno dos fundamentos e das expectativas de resultado.