Principais pontos
- A empresa informou que aplica mais de US$ 2,5 bilhões por ano em fornecedores nos Estados Unidos.
- A rede de suprimentos reúne aproximadamente 2.800 empresas americanas distribuídas por 47 estados.
- As asas do jato executivo mais rápido do mundo saem da unidade de Red Oak, no Texas, com mão de obra americana.
A fabricante canadense do setor aeroespacial Bombardier declarou que pretende dar sequência aos aportes em funcionários, clientes e comunidades nos Estados Unidos, segundo a fonte, em posicionamento divulgado na segunda-feira após o presidente americano, Donald Trump, afirmar que a companhia deixaria de comercializar produtos em território dos Estados Unidos, em meio à ofensiva comercial contra o Canadá.
A resposta da query de entendimento é direta: um eventual fechamento do mercado americano não atingiria apenas uma concorrente estrangeira da brasileira Embraer. A leitura é que a medida pode indicar custo interno elevado, pois a operação da Bombardier sustenta dezenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos entre operação própria e cadeia de fornecimento.
Veto anunciado, produção enraizada: o elo americano da Bombardier
Segundo a fonte, a companhia descreveu a indústria aeroespacial dos Estados Unidos como grande ganhadora no comércio e nas exportações e afirmou dar contribuição relevante a esse desempenho. A empresa informou que manterá a estratégia de investir nas localidades americanas onde já opera.
A capilaridade detalhada pela Bombardier inclui operações em Kansas, Texas, Arizona, Flórida, Connecticut, Illinois, Delaware, Califórnia, Washington D.C. e Nova Jersey, além de atuação direta em mais de 20 estados. A empresa informou que seus profissionais americanos estão distribuídos por todo o país.
A empresa informou que aplica mais de US$ 2,5 bilhões por ano em fornecedores nos Estados Unidos.
A rede de suprimentos reúne aproximadamente 2.800 empresas americanas distribuídas por 47 estados.
O número central revelado é US$ 2,5 bilhões em compras anuais de fornecedores nos Estados Unidos, com 2.800 empresas parceiras em 47 estados e presença direta em mais de 20 estados. Esse desenho mostra uma cadeia de suprimentos (o conjunto de fornecedores de peças, componentes e serviços que abastece a montagem das aeronaves) profundamente ancorada na economia americana.
A companhia afirma que seus jatos sustentam dezenas de milhares de vagas nos Estados Unidos e que componentes essenciais têm origem americana
| Presença da Bombardier nos EUA | Alcance divulgado |
|---|---|
| Compras anuais de fornecedores | Mais de US$ 2,5 bilhões |
| Rede de fornecimento | Cerca de 2.800 empresas em 47 estados |
| Operação direta | Mais de 20 estados, com 10 localidades citadas |
| Empregos vinculados | Dezenas de milhares nos EUA |
As asas do jato executivo mais rápido do mundo saem da unidade de Red Oak, no Texas, com mão de obra americana.
A companhia detalhou ainda que suas aeronaves utilizam motores e diversos outros sistemas fundamentais produzidos por grandes fabricantes americanas. O exemplo destacado foi o da unidade de Red Oak, no Texas, onde trabalhadores americanos fabricam as asas do jato executivo apontado como o mais veloz do mundo.
Embraer, fornecedores e o custo de fechar o mercado
A disputa tem um componente direto para o Brasil, pois a Bombardier atua como rival da Embraer no segmento de aeronaves. Segundo a fonte, a declaração de Trump insere a fabricante canadense na pressão comercial exercida por Washington sobre Ottawa, com a ameaça de impedir novas vendas no mercado americano.
Para quem acompanha o setor, a leitura é que o risco se desloca da fabricante para sua base de apoio. Se as vendas forem travadas, a demanda por motores, sistemas e serviços contratados daquelas 2.800 empresas tende a perder fôlego, historicamente costuma pressionar receitas de fornecedores e pode indicar incerteza para comunidades que abrigam as fábricas. A companhia sinalizou que não pretende alterar os compromissos com colaboradores, clientes e comunidades.
O ponto a observar, a partir do que foi divulgado na segunda-feira, é a distância entre o discurso de proteção comercial e a origem dos componentes. Com montagem dependente de motores americanos, asas feitas no Texas e compras anuais superiores a US$ 2,5 bilhões, uma restrição à Bombardier atingiria empregos e contratos dentro dos próprios Estados Unidos antes de afetar apenas a matriz canadense.
