O feriado de Nossa Senhora Aparecida tira a segunda-feira (12/10) do calendário brasileiro, e o Columbus Day esvazia o mesmo dia nos Estados Unidos. Sobram quatro dias úteis, e o mercado reservou para 14 de outubro a maior concentração de eventos: na mesma manhã saem a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, às 9h, e o CPI de setembro americano, às 9h30. É a dupla que define o tom da semana.
Quem acompanha renda fixa e bolsa brasileira olha para dois canais separados nesta semana. No plano doméstico, serviços, comércio e o IBC-Br encerram a leva de estatísticas de agosto e funcionam como termômetro do ritmo da economia — a variável que sustenta ou esvazia as apostas sobre os próximos passos da Selic. No plano externo, a inflação ao consumidor dos EUA comanda as expectativas para o Federal Reserve, e surpresas por lá costumam chegar ao Brasil pela porta do câmbio e da curva de juros.
Focus abre a rodada brasileira; IBC-Br a encerra
O Boletim Focus, às 8h25 de terça-feira (13/10), é o primeiro retrato da semana e reúne as projeções do mercado para inflação, atividade e juros. Na quarta, além da Pesquisa Mensal de Serviços, o Fluxo Cambial é divulgado às 14h30. A Pesquisa Mensal de Comércio sai na quinta (15/10), às 9h. A sexta (16/10) encerra a rodada com o IPC-S da segunda quadrissemana, às 8h, e com o IBC-Br (índice do Banco Central que serve de prévia para a atividade), às 9h.
| Data | Indicador | Horário (Brasília) |
|---|---|---|
| 13/10 (ter) | Boletim Focus | 8h25 |
| 14/10 (qua) | Pesquisa Mensal de Serviços | 9h |
| 14/10 (qua) | Fluxo Cambial | 14h30 |
| 15/10 (qui) | Pesquisa Mensal de Comércio | 9h |
| 16/10 (sex) | IPC-S (2ª quadrissemana) | 8h |
| 16/10 (sex) | IBC-Br | 9h |
Nos EUA, CPI e Livro Bege caem no mesmo dia
O CPI de setembro, às 9h30 de quarta-feira, é o dado mais sensível da agenda americana: mede a inflação ao consumidor e orienta as apostas sobre os próximos movimentos do Federal Reserve. No mesmo dia, às 15h, o Livro Bege — o relatório em que o Fed reúne as condições econômicas observadas em seus distritos — completa o retrato. A semana americana começa na terça (13/10) com o ADP de emprego, às 9h15, as vendas de casas usadas, às 11h, o balanço orçamentário federal, às 15h, e o discurso de Susan Collins, às 17h. Na segunda, Beth Hammack fala às 13h10.
Quinta-feira (15/10) é o dia mais carregado. Às 9h30, saem em bloco as vendas no varejo, os preços ao produtor (PPI) e seu núcleo, além dos pedidos de seguro-desemprego. Os estoques das empresas vêm às 11h, e Beth Hammack volta a discursar às 17h30. Na sexta (16/10), a mesma faixa reúne preços de importação e de exportação e o índice de atividade de serviços do Fed de Nova York, às 9h30; produção industrial e utilização da capacidade instalada saem às 10h15.
China, Europa e Reino Unido completam o tabuleiro
A China divulga CPI e PPI na terça-feira (13/10), às 22h30 de Brasília. Na Europa, a produção industrial sai na quinta (15/10), às 6h, e a ata de política monetária do BCE, às 8h30; na sexta (16/10), às 6h, saem a inflação final de setembro da zona do euro, o núcleo e a balança comercial. O Reino Unido traz o PIB mensal, a produção industrial, a produção manufatureira e a balança comercial na quinta, às 3h, depois do discurso de Huw Pill na quarta, também às 3h, e do pronunciamento de Andrew Bailey na quinta, às 23h. No Japão, a segunda-feira é feriado (Dia do Esporte), e a semana inclui empréstimos bancários e o índice de preços de bens corporativos na segunda, às 20h50, além de produção industrial e utilização da capacidade na quinta, às 1h30.
Selic e Fed dividem a manhã de quarta-feira
A ordem dos eventos importa. Na quarta-feira, o investidor recebe primeiro a atividade brasileira e, minutos depois, a inflação americana — combinação que tende a pressionar ao mesmo tempo as apostas para a Selic e para o Federal Reserve. Quando os dois lados apontam na mesma direção, o ajuste costuma ser mais suave; quando divergem, a tensão aparece no câmbio e na curva de juros futuros. O IBC-Br de sexta-feira encerra a leva brasileira de agosto e funciona como o último termômetro da atividade antes da próxima rodada de indicadores domésticos.
