A Energisa S.A. (ENGI3, ENGI4) anunciou nesta quarta-feira, 21 de maio de 2026, a venda de 100% das ações de cinco ativos de transmissão de energia. O negócio, firmado entre a controladora e sua subsidiária Energisa Transmissão de Energia (ETE), possui um enterprise value de R$ 2,293 bilhões. Após abater a dívida líquida de R$ 748 milhões (com data base em 31 de dezembro de 2025), o equity value, que representa o valor líquido efetivo para os acionistas, totalizou R$ 1,545 bilhão. A operação visa otimizar a estrutura de capital e acelerar o ciclo de desalavancagem do grupo.
Detalhes financeiros e regulatórios
O preço da transação será corrigido pela taxa CDI até o fechamento efetivo e está sujeito a ajustes padrão do mercado. Para se concretizar, o negócio ainda depende da aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), condições habituais em operações de infraestrutura de grande porte.
Os ativos negociados, que deixarão de fazer parte do grupo após o fechamento, são:
- Energisa Tocantins Transmissora de Energia I (ETT)
- Energisa Tocantins Transmissora de Energia II (ETT II)
- Energisa Pará Transmissora de Energia I (EPA I)
- Energisa Pará Transmissora de Energia II (EPA II)
- Energisa Goiás Transmissora de Energia I (EGO)
O que muda para investidores
A estratégia reflete um movimento claro de reciclagem de capital. Com os recursos da venda, a Energisa reforçará sua trajetória de redução de alavancagem, melhorando indicadores de saúde financeira e liberando caixa que pode ser direcionado à maximização de valor para o acionista. No curto prazo, o mercado acompanhará os trâmites regulatórios que definem o cronograma exato de recebimento dos valores.
Após a conclusão da venda, o grupo manterá uma plataforma consolidada no segmento de transmissão. Essa carteira remanescente será composta por cinco ativos em operação e três em construção, garantindo uma Receita Anual Permitida (RAP) total de R$ 777 milhões. A RAP é a remuneração regulatória fixa recebida pelas transmissoras pela concessão e uso da rede elétrica, assegurando um fluxo de caixa previsível e de longo prazo, fundamental para a avaliação de risco do setor.
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