Principais pontos

  • A Vibra Energia (VBBR3) aprovou em 4 de setembro de 2026 a sua 11ª emissão de debêntures, no valor inicial de R$ 1.400.000.000,00.
  • As debêntures terão prazo de vencimento de 7 anos contados da data de emissão.
  • Os recursos captados por meio das debêntures da 2ª série serão utilizados para reforçar o capital de giro e para propósitos corporativos em geral.

A Vibra Energia (VBBR3) aprovou em 4 de setembro de 2026 a sua 11ª emissão de debêntures, no valor inicial de R$ 1.400.000.000,00.

Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, a operação prevê a troca de dívidas antigas e o reforço do capital de giro.

A decisão foi tomada em reunião do Conselho de Administração realizada em 4 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro, e comunicada ao mercado na mesma data. O valor central da operação é de R$ 1.400.000.000,00.

Detalhes da 11ª emissão

De acordo com o documento, a 11ª emissão será de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em até duas séries. Na prática, são títulos de dívida sem garantia real e sem conversão em ações.

CaracterísticaCondição informada pela companhia
Valor total inicialR$ 1.400.000.000,00
Prazo de vencimento7 anos contados da data de emissão
Número de sériesAté duas séries, com sistema de vasos comunicantes
TipoSimples, não conversíveis em ações, quirografária
OfertaDistribuição pública para investidores profissionais, sob rito de registro automático
Agente fiduciárioPentágono S.A. Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários

A companhia informou que a quantidade de debêntures, o número de séries e a alocação por série serão definidos após o Procedimento de Bookbuilding, observada a possibilidade de distribuição parcial.

A oferta será destinada a investidores profissionais, nos termos da Resolução CVM nº 30, e seguirá o rito de registro automático previsto na Resolução CVM nº 160.

Como funciona a 1ª e a 2ª série

As debêntures terão prazo de vencimento de 7 anos contados da data de emissão.

As debêntures da 1ª série serão integralizadas mediante dação em pagamento de debêntures da 4ª e da 5ª emissão da emissora, sem captação de novos recursos em moeda corrente nacional por meio da 1ª série.

Os papéis envolvidos na troca são:

  • Debêntures da 4ª emissão, emitidas em 29 de outubro de 2021 e aditadas em 1º de dezembro de 2021;
  • Debêntures da 5ª emissão, emitidas em 03 de outubro de 2022.

A Vibra informou que as debêntures da 4ª e da 5ª emissão que não forem objeto dessa dação em pagamento serão submetidas a resgate antecipado, aquisição facultativa ou oferta de resgate antecipado, conforme previsto nas respectivas escrituras, em data a ser divulgada.

Os recursos captados por meio das debêntures da 2ª série serão utilizados para reforçar o capital de giro e para propósitos corporativos em geral.

O que muda para investidores

Para os acionistas de VBBR3, o fato relevante não anuncia proventos nem alteração societária. Trata-se de uma movimentação de estrutura de capital, com potencial troca de dívidas vincendas por um novo vencimento mais longo.

Detentores das debêntures da 4ª e da 5ª emissão tendem a ser diretamente afetados, já que os papéis podem ser usados na dação em pagamento da 1ª série ou passar por resgate antecipado e aquisição facultativa.

A companhia afirmou que a emissão está alinhada ao direcionamento estratégico de avaliação constante de alternativas de captação para otimização da estrutura de capital e financeira, além do financiamento de projetos.

Próximos marcos formais

Segundo o fato relevante, a escritura da 11ª emissão será celebrada entre a Vibra e o agente fiduciário, inscrito no CNPJ sob o nº 17.343.682/0003-08, como representante dos debenturistas.

A certidão da ata do Conselho de Administração, com os termos detalhados, está arquivada na sede da companhia e disponível para consulta nos websites da CVM e da Vibra.

A companhia ressaltou que o documento tem caráter exclusivamente informativo e não deve ser interpretado como material de venda das debêntures. O comunicado foi assinado por Mauricio Fernandes Teixeira, vice-presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores.