Em assembleia realizada nesta segunda-feira (27), o Grupo Toky S.A., atualmente em processo de recuperação judicial, comunicou ao mercado a aprovação do grupamento de suas ações ordinárias na proporção de 20:1. A medida visa adequar o preço do ativo ao regulamento da B3, que exige cotação igual ou superior a R$ 1,00, garantindo a permanência do papel na bolsa e atendendo a uma notificação regulatória formal. A operação impacta diretamente os acionistas e os detentores dos títulos conversíveis da companhia, especificamente os códigos TOKY11, TOKY12 e MBLY21.

Detalhes da operação e capital social

O grupamento (técnica conhecida no mercado como inplit ou reverse stock split) não dilui o patrimônio líquido nem altera a participação percentual dos acionistas. O capital social permanece inalterado em R$ 1.278.429.674,92. A mudança é puramente quantitativa: o volume de ações em circulação será dividido pelo fator de 20, reduzindo o total para 2.709.837 títulos ordinários, todos nominativos, escriturais e sem valor nominal.

Cronograma e tratamento de frações

Para evitar a criação de sobras irrisórias nas carteiras dos investidores, a companhia estabeleceu um fluxo operacional com prazos definidos:

  • Período de livre ajuste: de 28 de julho a 27 de agosto de 2026. Os acionistas podem negociar no mercado ou de forma privada para alinhar suas posições em múltiplos de 20 ações.
  • Efetivação do grupamento: em 28 de agosto de 2026, no primeiro pregão após o encerramento do prazo, todos os papéis passarão a ser negociados exclusivamente na nova forma agrupada.
  • Leilão de frações: sobras fracionárias decorrentes da operação serão segregadas, agrupadas e vendidas em leilão na B3. O valor líquido arrecadado será distribuído proporcionalmente entre os titulares originais das frações.

O que muda para investidores

A operação exige atenção redobrada de quem mantém exposição aos ativos do Grupo Toky. Além da ação ordinária, o fator de grupamento 20:1 se estende automaticamente a todos os bônus de subscrição e debêntures conversíveis (TOKY11, TOKY12 e MBLY21). Tanto a quantidade de ações que cada título confere direito quanto o respectivo preço de exercício ou conversão serão recalculados na exata mesma proporção, preservando a equivalência econômica do contrato original. A diretoria financeira e de relações com investidores, liderada por Fabio Ferrante, reforçou o compromisso de manter o mercado informado sobre todos os desdobramentos, conforme exigido pela CVM e pela B3.

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