A Iguatemi (IGTI11) fechou os números da etapa final do seu calendário de proventos de 2026. A companhia informou que a quarta parcela da distribuição antecipada, de R$ 50 milhões, será creditada em 29 de outubro de 2026, com R$ 0,16888245929 por unit — valor por papel já recalculado conforme as orientações da B3 e detalhado em aviso aos acionistas divulgado em 20 de outubro.
Essa etapa derradeira encerra um programa de R$ 200 milhões. As três primeiras parcelas, pagas entre março e julho, responderam por R$ 150 milhões, equivalentes a 75% do montante anunciado.
O crédito já tem dono: a data de corte de 15 de outubro
A data de corte — o limite para o investidor constar como titular do papel e assegurar o recebimento — foi 15 de outubro. Quem aparece na base acionária nesse fechamento recebe; quem não aparece fica de fora, ainda que o dinheiro só chegue ao extrato no fim do mês.
A partir de 16 de outubro, ordinárias, preferenciais e units passaram a ser negociadas ex-dividendos, expressão do mercado para a negociação sem o valor do provento embutido na cotação. Para quem analisa IGTI11, IGTI3 ou IGTI4 neste momento, a quarta parcela deixou de ser um direito a construir: ela já está apartada do preço de tela e pertence a quem estava posicionado antes.
Três papéis, três valores — e uma proporção que fecha
O aviso traz um montante por classe, e não um número único. Confira:
| Papel | Ticker | Valor por ação ou unit |
|---|---|---|
| Ação ordinária | IGTI3 | R$ 0,02412606561 |
| Ação preferencial | IGTI4 | R$ 0,07237819684 |
| Unit | IGTI11 | R$ 0,16888245929 |
A aritmética entre os três valores é limpa: o crédito por unit corresponde exatamente à soma de uma ordinária com duas preferenciais. Essa relação importa na prática para quem tem posições em classes diferentes, porque o valor que aparece no extrato depende do papel efetivamente carregado, e não de uma média do programa.
Tesouraria: o ajuste que mexe no valor por papel
No cálculo divulgado, ficaram de fora os papéis que a própria Iguatemi carrega em tesouraria — posição apurada na data de corte desta parcela final. Tesouraria, no jargão do mercado, é o estoque de ações que a companhia recomprou e mantém consigo: esses papéis não recebem provento e, por isso, não entram no divisor da conta.
Como o valor a distribuir nesta etapa é fixo e o número de papéis elegíveis é menor, o montante atribuído a cada ação ou unit tende a sair maior do que sairia caso as ações em tesouraria participassem da base de cálculo. É exatamente esse tipo de ajuste que costuma aparecer na versão final do aviso, com mais casas decimais do que o esboço inicial.
O calendário completo de 2026
- 1ª parcela: crédito em 5 de março de 2026
- 2ª parcela: crédito em 29 de abril de 2026
- 3ª parcela: crédito em 29 de julho de 2026
- 4ª parcela: crédito em 29 de outubro de 2026, com R$ 50 milhões
Somadas, as três primeiras etapas movimentaram R$ 150 milhões e representaram 75% do programa. A última fatia concentra os 25% restantes.
O que a última parcela deixa para quem acompanha
O programa, como divulgado, se encerra no crédito de 29 de outubro. A fonte não menciona parcelas adicionais, e é aí que está o ponto de leitura mais relevante: o fluxo de proventos desenhado para 2026 está mapeado e concluído, sem sobra anunciada. A partir de novembro, a comparação de retorno entre as três classes listadas deixa de depender de calendário e volta a depender do preço negociado e do resultado da operação.
Para quem usa proventos como complemento de renda, o fracionamento em quatro datas ao longo do ano tende a favorecer o planejamento de caixa, ainda que cada parcela isolada seja modesta por unit — nesta última, centavos por papel. Já para quem entrou na bolsa depois de 16 de outubro, a informação útil é outra: o ativo comprado já não carrega esse direito, o que costuma tornar a cotação do dia seguinte à data ex-dividendos ligeiramente diferente da do dia anterior, sem que isso represente perda ou ganho real para quem comprou antes.
O acompanhamento prático se resume a duas conferências: verificar, em 29 de outubro, se o valor creditado corresponde à classe que o investidor possui — unit e ação isolada têm montantes distintos — e observar se a companhia sinaliza um novo programa de distribuição, o que ainda não consta do material divulgado.
