Em comunicado enviado à CVM nesta quinta-feira, 7 de agosto de 2026, a Lavvi Empreendimentos Imobiliários S.A. (LAVV3) formalizou a aprovação de um novo Programa de Recompra de Ações. A deliberação, homologada pelo Conselho de Administração em 4 de agosto, tem como objetivo principal a alocação eficiente de recursos financeiros e a maximização do retorno aos investidores no mercado secundário.
Detalhes do Programa de Recompra
A operação segue um cronograma e limites bem definidos para garantir segurança jurídica e transparência ao mercado. Os principais parâmetros aprovados são:
- Volume máximo: aquisição de até 7.446.082 ações ordinárias, escriturais e sem valor nominal.
- Participação no capital: o volume corresponde a exatos 10% do free float (quantidade de ações negociáveis em bolsa).
- Prazo de execução: de 10 de agosto de 2026 a 10 de fevereiro de 2028, totalizando 18 meses.
- Base de cálculo: o cálculo exclui os papéis retidos pelo grupo controlador e administradores (120.973.523 ações), resultando em um free float de 74.460.829 títulos sobre um total emitido de 195.434.352.
- Destinação dos ativos: as ações recompradas serão mantidas em tesouraria e poderão ser canceladas ou alienadas no futuro, a critério da companhia.
Para a execução das ordens no mercado, a Lavvi contratou três grandes instituições financeiras como intermediárias: BTG Pactual (BPAC11), Itaú Corretora (ITUB4) e XP Investimentos (XPSA3). A diretoria executiva recebeu autonomia para definir o timing e o volume das aquisições, observando a regulamentação da CVM e o teto estabelecido.
O que muda para investidores
A recompra de ações (share buyback) é uma ferramenta estratégica que impacta diretamente a dinâmica de oferta e demanda do papel. Ao retirar títulos da negociação, a companhia busca criar um piso de suporte para a cotação e sinalizar confiança na geração de caixa e na saúde financeira do negócio.
Caso a Lavvi opte pelo cancelamento das ações mantidas em tesouraria, o número total de papéis em circulação diminuirá. Esse efeito matemático tende a elevar métricas-chave como o Lucro Por Ação (LPA) e o Dividendos Por Ação (DPA) para os acionistas remanescentes, sem exigir desembolso adicional de caixa no curto prazo. Se a estratégia for a alienação futura, a operação funciona como uma reserva de valor que pode ser liquidada em momentos de captação ou necessidade de investimento. A flexibilidade concedida à diretoria permite que a Lavvi execute o programa nos momentos de maior atratividade de preço, alinhando-se às melhores práticas de governança corporativa e compliance regulatório.
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