O conselho de administração da Construtora Tenda (TEND3) aprovou um novo plano de recompra de ações e a celebração de contratos de derivativos referenciados em ações de emissão própria, na modalidade total return swap. A decisão foi tomada em reunião realizada em 30 de setembro de 2026 e comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por meio de fato relevante.
Segundo o documento, a companhia poderá adquirir até 5.000.000 de ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal, sempre na B3 e a preço de mercado, observados os limites da Resolução CVM nº 77/22.
Os números do plano de recompra
| Item | Informação do fato relevante |
|---|---|
| Ações em circulação | 122.578.152 ações ordinárias |
| Ações em tesouraria nesta data | zero |
| Volume máximo autorizado | até 5.000.000 de ações ordinárias |
| Prazo máximo de liquidação | 12 meses, iniciando-se em 30 de setembro de 2026 |
| Onde as operações ocorrem | B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, a preço de mercado |
| Corretoras intermediadoras | Itaú Corretora de Valores S.A.; Banco Bradesco/Agora Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. |
A companhia afirma que, na hipótese de as operações de recompra serem realizadas, não haverá alterações na composição do controle acionário nem na estrutura administrativa da Tenda.
O Plano de Recompra tem por objetivo maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da sua estrutura de capital.
Derivativos ligados às próprias ações
Além da recompra, o conselho aprovou a celebração de contratos de derivativos referenciados em papéis da própria companhia, no formato de total return swap. Nesse tipo de contrato, as partes trocam o retorno financeiro do ativo sem que haja necessariamente compra ou venda das ações em si.
O documento esclarece que as operações têm liquidação exclusivamente financeira — ou seja, não haverá aquisição nem alienação de ações pela Tenda. A finalidade declarada é proporcionar cobertura da exposição da companhia ao preço de suas próprias ações, reduzindo os efeitos das oscilações de mercado diante dos compromissos assumidos com executivos e funcionários em remuneração baseada em ações.
O que muda para investidores
- O plano autoriza a compra de até 5.000.000 de ações no mercado, o que pode reduzir a quantidade de papéis em circulação caso as operações sejam executadas.
- O prazo máximo para liquidação das operações é de 12 meses, iniciado em 30 de setembro de 2026.
- A Tenda informa que, nesta data, mantém zero ações em tesouraria.
- Os derivativos não implicam compra ou venda de ações, apenas liquidação financeira, segundo o comunicado.
- O conselho entende que a concretização das operações não acarreta prejuízo ao cumprimento das obrigações da companhia nem compromete o pagamento de dividendos obrigatórios, considerando sua situação de liquidez, endividamento e geração de caixa.
Contexto e próximos marcos
O fato relevante foi assinado por Luiz Maurício de Garcia Paula, diretor financeiro e de relações com investidores. Informações adicionais, incluindo aquelas objeto do Anexo G da Resolução CVM nº 80/22, estão disponíveis nas páginas eletrônicas da CVM, da B3 e no site de relações com investidores da companhia.
O documento não menciona assembleia de acionistas, data-ex ou data de pagamento. Os dois marcos formais citados são o início do prazo, em 30 de setembro de 2026, e o limite de 12 meses para liquidação das operações realizadas sob o plano.
