Principais pontos

  • O BTG Pactual subscreveu 11.123 ações ordinárias à vista e solicitou reserva de sobras.
  • A homologação do aumento, ainda que parcial, não depende do compromisso do BTG.
  • O período de sobras previsto entre 9 e 16 de setembro de 2026 pode ser prorrogado por decisão do conselho.

A CM Hospitalar (Viveo) informou em 7 de setembro de 2026 que o Banco BTG Pactual se comprometeu a exercer o máximo de sobras a que tiver direito no aumento de capital, limitado a 19,9% do capital total e votante após a homologação.

Segundo o fato relevante divulgado pela companhia, dona do ticker VVEO3, o BTG, por si e/ou por afiliadas, já é acionista e titular das debêntures da 4ª emissão (CMPH14), da 5ª emissão (VVEO15) e da 6ª emissão (VVEO16), todas em circulação. O BTG Pactual subscreveu 11.123 ações ordinárias à vista e solicitou reserva de sobras.

Mecânica do aumento de capital

O aumento foi aprovado pelo conselho de administração em 26 de junho de 2026, dentro do limite do capital autorizado, conforme comunicados de 26 de junho, 11 de agosto e 2 de setembro de 2026 citados no documento.

Item do aumentoCondição informada pela companhia
Preço de emissão por açãoR$ 0,90
Quantidade máxima966.401.192 ações ordinárias
Valor máximoR$ 869.761.072,80
Subscrição mínima474.444.722 ações
Valor mínimoR$ 427.000.249,80
Tipo de açãoOrdinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal

A companhia informou que a subscrição mínima foi atingida durante o prazo do direito de preferência, conforme o aviso de 2 de setembro de 2026.

O que o BTG se comprometeu a fazer

De acordo com a comunicação datada de 7 de setembro de 2026, anexa ao fato relevante, o BTG, por si e/ou por afiliada indicada, compromete-se a exercer o máximo de direitos de sobras decorrente da subscrição inicial, inclusive com pedido de sobras adicionais.

  • Teto: BTG e afiliadas não ultrapassam 19,9% do capital total e votante após a homologação.
  • Forma de integralização: capitalização de créditos das debêntures, de titularidade atual ou futura.
  • Limite do compromisso: apenas os direitos atribuídos pela subscrição inicial, com rateio aplicável.

A companhia esclareceu que o compromisso não cobre a totalidade das sobras e não assegura o montante máximo. A quantidade efetiva não está predeterminada e depende da disponibilidade de sobras, das subscrições de outros investidores e das regras de rateio.

Condições e aval do Cade

Segundo o fato relevante, o compromisso está sujeito a quatro condições:

  • O BTG deter direitos de sobras em quantidade suficiente, em qualquer rodada, para viabilizar a operação;
  • Trânsito em julgado de decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que aprove a aquisição sem qualquer restrição ou condição;
  • Compatibilidade entre os prazos de sobras fixados pelo conselho e o trânsito em julgado no Cade;
  • Inexistência de lei, regulamentação, demanda ou ordem governamental que impeça a operação.

Se qualquer condição não se verificar, o compromisso perde efeito, sem obrigação, indenização ou penalidade. A aquisição da participação está sujeita a controle prévio de atos de concentração pela Lei n.º 12.529/2011. O BTG informou que submeterá o ato ao Cade o quanto antes e formalizará a subscrição após o trânsito em julgado.

Prazos em discussão

O período de sobras previsto entre 9 e 16 de setembro de 2026 pode ser prorrogado por decisão do conselho.

A companhia informou que esse intervalo pode ser incompatível com o tempo do Cade. Por isso, o BTG solicitou prorrogação de, no mínimo, 65 dias contados de 7 de setembro de 2026. Até o momento, segundo o documento, nenhuma alteração de prazos foi deliberada.

O compromisso permanecerá em vigor até 11 de novembro de 2026 e pode ser prorrogado por comunicação escrita do BTG, desde que o prazo de sobras permita.

O que muda para investidores

A homologação do aumento, ainda que parcial, não depende do compromisso do BTG. A homologação parcial já é possível porque a subscrição mínima foi alcançada.

Para detentores de ações ordinárias VVEO3, o ponto de atenção é o calendário das sobras. Uma eventual prorrogação depende de deliberação do conselho de administração e pode alterar o cronograma de integralização e homologação. A companhia afirmou que manterá acionistas e mercado informados sobre qualquer deliberação.