A Lojas Renner S.A. (B3: LREN3) anunciou, nesta segunda-feira (10/08/2026), a contratação da BTG Pactual Corretora para atuar como formador de mercado de suas ações ordinárias. O acordo tem início em 11 de agosto e tem como objetivo principal fomentar a liquidez do papel no mercado secundário, tornando as operações mais fluidas para investidores e reduzindo a volatilidade em pregões com menor volume.

Detalhes do acordo e vigência

Em conformidade com as Resoluções CVM nº 133/22 e 44/21, a Companhia firmou um contrato de prestação de serviços com prazo inicial de 12 meses. O documento prevê renovação automática por igual período, garantindo continuidade à estratégia de dinamização do papel. As atividades da corretora começarão oficialmente em 11 de agosto de 2026.

A Lojas Renner reforçou que, atualmente, mantém 960.916.549 ações ordinárias em circulação no mercado. A Companhia também deixou claro que o acordo é estritamente voltado à atuação de liquidez, não havendo qualquer cláusula que regule o exercício de direito de voto ou a compra e venda direta de valores mobiliários entre as partes.

O que muda para investidores

A figura do formador de mercado (market maker) é essencial para o bom funcionamento de uma ação no pregão da B3. Trata-se de uma instituição financeira autorizada a comprar e vender um ativo de forma contínua, mantendo ofertas constantes durante todo o horário de negociação.

Para o acionista e o trader, a presença do BTG Pactual na operação da LREN3 traz benefícios práticos:

  • Redução do spread: A diferença entre o preço de compra e de venda tende a diminuir, barateando a entrada e saída de posições.
  • Maior liquidez: Facilita a execução de ordens, mesmo em momentos de estresse de mercado ou menor interesse natural do investidor varejista.
  • Menor volatilidade artificial: A presença constante de ofertas ajuda a suavizar oscilações bruscas de preço causadas por baixa profundidade no livro de ofertas.

Essa estratégia é comum entre grandes empresas de varejo que buscam aprimorar sua governança corporativa e atrair fundos institucionais, que costumam priorizar ativos com alta liquidez e baixo custo de transação.

O anúncio foi assinado por Daniel Martins dos Santos, vice-presidente de Relações com Investidores da Lojas Renner, e segue os rigorosos padrões de transparência exigidos pela CVM e pela bolsa brasileira.

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