O BB Investimentos promoveu uma única alteração na carteira de small caps que monta para outubro de 2026. Saiu Lojas Renner (LREN3); entrou Usiminas (USIM5). As outras nove posições seguem na lista, e cada uma das dez ações mantém peso idêntico de 10% no portfólio. Small caps são companhias com valor de mercado e liquidez abaixo dos das grandes empresas do Ibovespa, o que costuma ampliar a intensidade dos movimentos de preço.

O que muda para quem acompanha o modelo não é o tamanho da aposta — nenhum papel ganhou espaço maior que os demais —, mas a divisão setorial. Em uma carteira de pesos iguais, a substituição de um nome redesenha a exposição a setores inteiros. Na seleção de outubro, a siderurgia passou a ocupar uma fatia que antes não existia, e a casa apresentou sua leitura sobre o momento do aço no país.

Nove ações mantidas ao lado de Usiminas

A lista de outubro combina Usiminas com Brava Energia (BRAV3), Banrisul (BRSR6), Cyrela (CYRE3), JHSF (JHSF3), Moura Dubeux (MDNE3), PetroReconcavo (RECV3), Riachuelo (RIAA3), Vitru (VTRU3) e Vulcabras (VULC3). O critério de alocação é o mesmo para todas: 10% do capital em cada papel, sem sobrepeso para nenhuma companhia.

Três setores concentram 60% da carteira

SetorPeso na carteira
Imobiliário20%
Óleo e gás20%
Consumo20%
Bancos10%
Educação10%
Siderurgia e mineração10%
Shoppings10%

Somando as três maiores fatias, imobiliário, óleo e gás e consumo respondem por 60% do total. É um grau de concentração que merece atenção em um produto formado por companhias menores, historicamente mais sensíveis a mudanças de crédito, câmbio e demanda doméstica. A fatia de siderurgia e mineração, de 10%, nasceu justamente com a entrada de Usiminas.

O argumento do BB para a siderurgia doméstica

Segundo o BB Investimentos, a companhia está sendo beneficiada por um ambiente mais amigável à siderurgia no país, sustentado por medidas de proteção contra a concorrência importada e por um comportamento de preços do aço mais construtivo no mercado interno. A instituição também cita avanços em eficiência das operações, contenção de custos e disciplina no lado financeiro, elementos que, na avaliação do banco, deixam a empresa mais apta a converter uma melhora do ciclo em rentabilidade superior.

A troca em uma carteira de pesos iguais

Para quem usa carteiras recomendadas como termômetro do humor do mercado, a mexida isolada comunica duas coisas. A primeira é continuidade: nove das dez teses seguem as mesmas, o que indica que a casa não encontrou motivo para alterar o restante da seleção. A segunda é setorial: o portfólio passa a carregar uma indústria cíclica, ligada à atividade doméstica e ao investimento em construção e infraestrutura — segmentos que tendem a responder com atraso a mudanças na economia.

Pesos iguais reduzem a dependência de um único nome dar certo, mas não diluem o risco de um setor inteiro errar a direção. Essa lógica vale tanto para a siderurgia recém-incluída quanto para as três fatias de 20% que já estavam na carteira antes da troca.