A Construtora Tenda (TEND3) anunciou, nesta quinta-feira (7), a aprovação pelo Conselho de Administração da distribuição de dividendos intercalares no valor total de R$ 78 milhões. Com base no lucro líquido do primeiro semestre de 2026, o movimento visa remunerar o acionista antes do encerramento do exercício social e reforçar a política de retorno de capital da empresa.
Valores, prazos e calendário da distribuição
O montante aprovado corresponde a 25% do lucro (ex-swap) apurado no primeiro semestre de 2026, resultando em um dividendo de R$ 0,636328732 por ação ordinária. A companhia detalhou as condições operacionais:
- Data-base (corte): Encerramento do pregão na B3 em 13 de agosto de 2026.
- Data ex-dividendo: 14 de agosto de 2026. A partir desta data, as ações passarão a ser negociadas sem o direito ao provento.
- Data de pagamento: 30 de dezembro de 2026, em parcela única e em moeda corrente nacional.
- Atualização: Não haverá correção monetária nem incidência de juros entre a declaração e o repasse final.
O que muda para investidores
Para ter direito ao crédito, o acionista precisa manter a posição até o fechamento do mercado em 13 de agosto. Quem adquirir TEND3 a partir de 14 de agosto não receberá a parcela de dezembro. O pagamento tardio segue a prática de imputação, mecanismo que abate o valor dos R$ 78 milhões do dividendo mínimo obrigatório calculado no resultado anual de 2026. Além disso, o Itaú Unibanco S.A., instituição responsável pela escrituração dos papéis, alerta que investidores com cadastro desatualizado (sem CPF/CNPJ ou dados bancários completos) só receberão os valores após regularizarem suas informações nos prazos definidos pela instituição.
Entendendo os termos técnicos
Dividendos intercalares: Antecipações de lucros distribuídas antes da divulgação do balanço anual, conforme previsto em estatuto.
Lucro (ex-swap): Resultado financeiro que exclui os efeitos de contratos de proteção cambial (swaps), trazendo transparência sobre a geração real de caixa das operações.
Data ex-dividendo: Marco em que o ativo perde temporariamente o direito a proventos já anunciados; o preço da ação geralmente é ajustado à baixa nessa data para refletir a saída de caixa.
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