A CSN Mineração (CMIN3) informou em fato relevante divulgado em 29 de setembro de 2026 que decidiu reduzir temporariamente as atividades de produção de minério de baixa qualidade da sua Planta de Beneficiamento a Seco do complexo de Pires, localizado em Ouro Preto (MG). A decisão veio acompanhada da revisão das projeções de volume e de custo para 2026, segundo o documento enviado ao mercado.

Segundo a companhia, a medida pode ser revertida a qualquer momento, sem maiores consequências, desde que as condições de mercado garantam margens melhores para esse tipo de minério.

O que a companhia anunciou

O fato relevante substitui duas projeções anteriores para 2026. A nova faixa de volume de produção e compras de minérios de terceiros passa de 45,0–47,0 Mton para 39,0–41,0 Mton. Já o custo caixa C1 sobe de US$ 22,0/ton a US$ 23,5/ton para US$ 25,0/ton a US$ 26,0/ton.

Indicador (2026)Projeção anteriorNova projeção
Volume de produção e compras de minérios de terceiros45,0–47,0 Mton39,0–41,0 Mton
Custo caixa C1US$ 22,0/ton a US$ 23,5/tonUS$ 25,0/ton a US$ 26,0/ton

O C1 é o principal indicador de custo de produção por tonelada usado por mineradoras: na prática, ele mede quanto custa colocar uma tonelada de minério na saída da operação. Quanto menor o C1, maior a margem por tonelada.

Por que a companhia decidiu reduzir a produção

O próprio comunicado atribui a decisão a um cenário mercadológico mais apertado, pressionado pela alta do custo de frete. A redução atinge especificamente o minério de baixa qualidade processado na planta a seco do complexo de Pires.

A companhia afirma que a parada é temporária e que as informações divulgadas representam estimativa, envolvendo fatores de mercado alheios ao seu controle. Por isso, segundo o documento, tais projeções não constituem promessa de desempenho por parte da empresa ou de seus administradores e podem sofrer novas alterações.

O que muda para investidores

  • A nova faixa de volume para 2026 implica um teto e um piso mais baixos do que os anteriormente divulgados, em razão tanto da redução temporária da planta quanto dos menores volumes esperados de compras de terceiros nos próximos meses, conforme o documento.
  • O custo caixa C1 projetado sobe em relação à faixa anterior, movimento que tende a pressionar a rentabilidade por tonelada, na leitura do próprio comunicado.
  • A companhia afirma que a decisão pode ser revertida a qualquer momento e que manterá acionistas e o mercado informados sobre a retomada das atividades.

Próximos marcos formais

As projeções revisadas serão incluídas na seção 3 do Formulário de Referência da CSN Mineração e estarão disponíveis, dentro do prazo legal, no site da CVM e no site de Relações com Investidores da companhia.

O fato relevante é assinado por Pedro Barros Mercadante Oliva, diretor Financeiro e de Relações com Investidores, e foi divulgado em São Paulo, em 29 de setembro de 2026. O documento cita ainda o artigo 157, §4º, da Lei nº 6.404/1976 e a Resolução CVM nº 44/2021 como base da comunicação.